O vídeo da Marinha, a irritação de Lula e o trabalho perdido de José Múcio

O almirante Marcos Olsen, comandante da Marinha, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Defesa, José Múcio, durante o desfile de 7 de Setembro deste ano, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília

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A discreta exclusão do polêmico vídeo da Marinha que ironizava os “privilégios” da carreira militar foi suficiente para evitar, por ora, a demissão do almirante Marcos Olsen, comandante da Força.

O episódio, no entanto, fez o trabalho de articulação do ministro da Defesa, José Múcio, junto às Forças Armadas retroceder “algumas casas”, segundo um integrante do primeiro escalão do governo ouvido pelo Radar.

Mesmo depois de a peça publicitária divulgada no início do mês ser deletada sem alarde, nesta semana o presidente Lula segue bastante irritado com o que considerou uma insubordinação por parte da Marinha.

Lançado no contexto da discussão dentro do governo sobre o pacote de corte de gastos, que incluiu alterações na “aposentadoria” de integrantes das Forças Armadas, o vídeo comparava as vantagens e direitos entre carreiras militares e civis e foi recebido no governo como uma manifestação pública de protesto contra a medida.