Folhape
O outono iniciou no hemisfério sul, na manhã desta quinta-feira (20). A estação, que promete amenizar as temperaturas ao longo dos próximos meses, segue até 20 de junho.
Meteorologista da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Edvania Santos destacou as principais características da estação e previsões para o Estado durante o período.
Segundo a especialista, a data de início é marcada pelo equinócio de outono, quando o sol, através do seu movimento aparente, a a Linha do Equador. Isso faz com que o hemisfério sul, onde o Brasil está posicionado, receba menos luz solar.
“Em Pernambuco, a estação é caracterizada pela diminuição gradativa das chuvas no Sertão e o aumento no Litoral, Zona da Mata e Agreste”, destacou a meteorologista.
Edvania também ressalta que, durante o outono, é comum a redução gradual das temperaturas do ar em todo o Estado de Pernambuco.
Confira temperaturas mínimas esperadas, de acordo com a média histórica:
Região Metropolitana do Recife
- Abril: 23,7 °C;
- Maio: 23,3 °C;
- Junho: 22,7 °C.
Agreste
- Abril: 20,3 °C;
- Maio: 19,7 °C;
- Junho: 18,7 °C.
Zona da Mata
- Abril: 22,3 °C;
- Maio: 21,8 °C;
- Junho: 20,8 °C.
Sertão
- Abril: 21 °C;
- Maio: 20,2 °C;
- Junho: 19 °C.
“Essa é a média mínima de cada região, e é possível verificar que a temperatura vai diminuindo de abril a junho. As temperaturas tendem a ficar mais amenas comparadas com o verão”, destaca Edvania Santos.
Noite mais frias
Segundo a meteorologista, dentre as regiões de Pernambuco, o Agreste deve registrar a menor temperatura durante o período devido a sua maior altitude. Com o resfriamento, a região também deve ter noites mais frias.
“Noites mais frias ocorrem nos meses de julho e agosto. No entanto, nessa época do outono, começa um esfriamento gradual, especialmente no Agreste, pela altitude. Os dias terão temperaturas mais amenas e as noites, mais frias, à medida que o inverno se aproxima, especialmente em junho”, afirmou a especialista.
Chuvas devem aumentar gradualmente em Pernambuco
Edvania relata que o fenômeno Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOL) é o responsável pelas chuvas no setor leste de Pernambuco e do Nordeste neste período.
“Essa época do ano é marcada por chuvas intensas, especialmente no setor leste, que atinge o Agreste, Zona da Mata e o Região Metropolitana do Recife”, afirmou a meteorologista, destacando que o aquecimento do Oceano Atlântico também influencia no volume de precipitações.
“Estamos com uma condição favorável, até o momento, para o Pacífico, porque ele tá com neutralidade (sem influência do El Niño e La Niña), e com o Oceano Atlântico aquecendo. Se ele continuar aquecendo, poderemos ter mais chuvas”, relatou.